Reflexão...
"Nesta igualdade original do corpo e do espírito e nesta consciência ingénua de um e de outro - uma criança que acredita em tudo que vê, para quem tudo se renovou, que, cheio de uma fé e de uma confiança sem limites, gostaria de gritar a sua alegria ao esplendor inverosímil do mundo, e não saberia saudar de melhor modo a razão senão fazendo cabriolas diante dela... como se balbuciasse em sonho, ele tem algo a dizer sobre estes esplendores ocultos que lhe fizera, ai de nós, esquecer tantas coisas úteis e necessárias."
"só aquele que permanece inteiramente ele próprio pode, com o tempo, permanecer objecto do amor, porque só ele é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser sentido como tal. Assim, nada há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais os seres chegam ao extremo do refinamento, tanto mais é funesto de se enxertar um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro, quando cada um deles se deve enraizar robustamente num solo particular, a fim de se tornar um mundo para o outro."
Lou Salomé: alguém que viveu a paixão com paixão, e talvez por isso mesmo provocou, até a uma idade avançada, o nascimento da paixão nos seres que encontrou no seu caminho: Rilke, Nietzsche, Paul Rée, Tausk e, ao que parece, até mesmo Wagner sucumbiram ao seu encanto e à alegria de viver que transpirava em cada um de seus gestos - e o próprio Freud não parece ter sido indiferente à graça da discípula que ele qualificou de "raio de sol'.
"só aquele que permanece inteiramente ele próprio pode, com o tempo, permanecer objecto do amor, porque só ele é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser sentido como tal. Assim, nada há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais os seres chegam ao extremo do refinamento, tanto mais é funesto de se enxertar um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro, quando cada um deles se deve enraizar robustamente num solo particular, a fim de se tornar um mundo para o outro."
LOU ANDREAS -SALOMÉ
Lou Salomé: alguém que viveu a paixão com paixão, e talvez por isso mesmo provocou, até a uma idade avançada, o nascimento da paixão nos seres que encontrou no seu caminho: Rilke, Nietzsche, Paul Rée, Tausk e, ao que parece, até mesmo Wagner sucumbiram ao seu encanto e à alegria de viver que transpirava em cada um de seus gestos - e o próprio Freud não parece ter sido indiferente à graça da discípula que ele qualificou de "raio de sol'.



















2 comentários:
Às sete para as cinco, aconteceu a revelação mais curta da história do Edifício Magnólia. Queres espreitar?
Bela! Belíssima!
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