O Jumento
Sou filha da Liberdade. Talvez mal sobrevivesse à pobreza, todavia, tenho por férrea convicção que não sobreviveria à falta de liberdade. Independentemente da forma, conteúdo, concordância ou discordância das ideias e com as ideias ali expressas, trata-se de um espaço de liberdade, que emana de algo concreto e definido que é um Estado de Direito, num contexto Democrático. O debate existe, quem discorda faça uso da sua liberdade com dignidade, só assim faz sentido... Discutam-se as questões, se assim se desejar, de outro modo, é tentar "calar" acorrentando quem faz pleno exercício da Liberdade, insultando covardemente a memória daqueles que por ela morreram...
Em nome da Liberdade, O Jumento conta com o meu incondicional apoio.
Quem a Tem
Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pareça
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Jorge de Sena, Poesia II
Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pareça
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Jorge de Sena, Poesia II




















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